PM é atacado e morto dentro de supermercado no Capão Redondo

Um policial militar foi morto dentro de um supermercado, no bairro do Capão Redondo, zona sul da capital paulista. Por volta das 20h30 da última quinta-feira (21), o policial Paulo César Lopes Carvalho, de 40 anos, fazia compras no supermercado Cercadão, na rua Henrique Sam Mindlin, número 191, quando três bandidos se aproximaram.

Um deles teria identificado o PM e ordenado que os comparsas atirassem. Mesmo baleado, o policial reagiu e acertou um dos criminosos na cabeça. Os outros dois conseguiram fugir e ainda não foram identificados.

Carvalho foi levado ao pronto socorro do Hospital M’boi Mirim, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso foi registrado no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) como homicídio qualificado.

Ataque anterior

Na noite de quarta-feira (20), outra base na zona leste, em São Mateus, foi atingida por disparos. Nenhum dos policiais de plantão foi ferido. Na mesma noite, porém, dois PMs foram assassinados, um em Aricanduva, quando foi emboscado por seis homens numa academia, e outro em Pirituba. As polícias Civil e Militar estão investigando se os casos têm relação.

O secretário Estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou na manhã de quinta-feira (21) que os recentes assassinatos de policias militares não são resultado de ações orquestradas por facções criminosas. Apesar dos rumores de que estariam acontecendo novos ataques do grupo que atua a partir dos presídios paulistas, o secretário classificou os crimes como “pontuais”.

— Não há nenhuma ligação com facção criminosa. Nós temos absoluta certeza disso. São fatos isolados.

Represália





Alguns soldados da corporação afirmam, no entanto, que pelo menos 13 policiais militares teriam sido mortos nas últimas duas semanas — o comando da PM não confirma a informação. De acordo com um policial militar que não quis se identificar, as mortes podem ter sido ordenadas de dentro de presídios por represália à ação da Rota, realizada em maio, em que seis suspeitos de integrarem uma facção criminosa foram mortos na zona leste de São Paulo.

Além disso, ele conta que os assassinos seriam “premiados” com até R$ 5.000 por policial morto e que, como muitos policiais fazem “bicos”, os criminosos aproveitariam esse momento em que os PMs estão desprotegidos para agir.

Em maio de 2006, o Estado sofreu uma onda de ataques coordenados pela organização criminosa. Além de órgãos de segurança, bancos e estabelecimentos comerciais foram alvos dos bandidos. Em 20 dias, 493 pessoas foram mortas, sendo 446 civis.

Enquanto policiais realizavam a preservação do local onde o PM Paulo César foi morto, uma viatura foi alvo de disparos na mesma região. Segundo a polícia, os tiros partiram de uma kombi, que, em seguida, fugiu por uma favela. Policiais da Força Tática e da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) reforçaram o policiamento na região.

Bases atacadas

Além dos assassinatos, mais uma base da Polícia Militar de São Paulo foi atacada na madrugada desta sexta. Desta vez, o alvo foi em Itaquera, na zona leste de SP. Segundo a polícia, criminosos atiraram contra a base da 4ª Companhia do 39º Batalhão, localizada na rua Joapitanga, por volta das 2h. Os policiais teriam sido chamados para atender a uma ocorrência e, pouco tempo depois de saírem, a base foi atacada com vários disparos.

Os dois policiais que estavam na base conseguiram se esconder e não foram feridos. Pouco tempo após o ataque, equipes da Força Tática da área encontraram os quatro suspeitos de terem realizado os disparos. Eles estavam em um automóvel roubado, localizado na avenida Calim Eid.

Fonte: R7





1 resposta

  1. Nice Paula 23 de junho de 2012

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